por Maria Fernanda Moraes

Temporada cubana de Hemingway 

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Hemingway viveu em Cuba entre 1939 e 1960. A casa de Finca Vigia fica numa colina que era usada como posto de vigilância do exército espanhol no século 19.

Em 1939, Martha Gelhorn descobriu Finca Vigia entre os classificados do jornal e convenceu o marido a abandonar o hotel em que estavam hospedados e se mudarem para lá.

Pilar, o barco de pesca do escritor (foto: Richard Pechner)
Pilar, o barco de pesca do escritor (foto: Richard Pechner)

Depois da morte de Hemingway, a casa de Finca Vigia foi doada para Cuba por seus herdeiros e acabou virando um museu que abriga uma coleção de 23 mil peças.

São documentos originais e obras de arte, armas, troféus de caça, móveis, equipamentos elétricos e mecânicos, roupas, objetos de decoração, troféus de caça e até uma coleção de garrafas de bebidas que ele deixou para trás.

Pilar, o barco de pesca do escritor, também está lá no jardim, junto da piscina, em exposição.

A visitação é feita somente do lado de fora da casa, mas é possível espiar pelas janelas o mobiliário e os enfeites.

Os guias também orientam as visitas e contam as histórias sobre a vida do escritor.

A casa de Finca Vigia fica no alto de uma colina
A casa de Finca Vigia fica no alto de uma colina

Recentemente, os documentos guardados no museu passaram a ser digitalizados e enviados à Biblioteca e Museu Presidencial John F. Kennedy, nos Estados Unidos, para ajudar nos estudos de sua obra.

Entre esses documentos, estão telegramas como o Dr. Anders Osterling, da Academia Sueca, notificando o escritor de seu Prêmio Nobel de Literatura de 1954, e outras cartas de felicitação enviadas por Carl Sandburg, Spencer Tracy, Lillian Ross, John Huston e Adriana Ivancich, um dos amores do autor de Por Quem os Sinos Dobram.

Mais informações sobre o museu

Bar preferido de Hemingway

A estátua de bronze em tamanho real fica no mesmo canto do balcão que Hemingway costumava beber
A estátua de bronze em tamanho real fica no mesmo canto do balcão que Hemingway costumava beber

O bar El Floridita, no bairro de Havana Velha, era o preferido de Hemingway.

Em sua homenagem hoje existe uma estátua em tamanho real exatamente no mesmo lugar do balcão em que o escritor costumava ficar bebendo.

O famoso daiquiri – drinque feito com rum, limão, um leve toque de licor de Maraschino e açúcar – foi inventado ali e reza a lenda que o escritor bebeu naquele local 13 doses num mesmo dia.

Os garçons costumam brincar que com a estátua lá “de agora em diante, todos os dias serviremos um daiquiri a Hemingway”

Mais informações sobre o bar

O terraço, restaurante que inspirou de O Velho e o Mar

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Foi em Cojimar, uma silenciosa vila de pescadores a 20 minutos de táxi de Havana, do outro lado da baía, que Hemingway encontrou inspiração para O Velho e o Mar.

O La Terraza, restaurante que virou ponto de encontro de Hemingway e que aparece várias vezes em O Velho e o Mar, chamado por ele de “o terraço”, também mantém um busto em sua homenagem.

As paredes são repletas de fotos do cliente ilustre com Fidel Castro, com seu marlim e ele supervisionando as filmagens da adaptação cinematográfica de seu romance mais famoso.


PARA LER

  • O velho e o mar, Ernest Hemingway (Editora Bertrand)