O TRAJETO FEITO POR STEFANO DE LUIGI
O TRAJETO FEITO POR STEFANO DE LUIGI REPETINDO OS LOCAIS CITADOS NO LIVRO “A ODISSEIA”

[dropcap]A[/dropcap] Odisseia, livro escrito pelo poeta grego Homero, entre os séculos VIII e VI aC., é uma das obras fundadoras do pensamento ocidental. Ela conta a história da volta de Odisseu (ou Ulisses), herói da Guerra de Troia, a sua terra natal, Ítaca, depois de vinte anos. É, em parte, uma sequência da Ilíada, outra obra creditada ao autor.

O FOTÓGRAFO ITALIANO STEFANO DE LUIGI, QUE REFEZ PARTE DO TRAJETO DO LIVRO "A ODISSEIA' REGISTRANDO TUDO EM SEU IPHONE
O FOTÓGRAFO ITALIANO STEFANO DE LUIGI, QUE REFEZ PARTE DO TRAJETO DO LIVRO “A ODISSEIA’ REGISTRANDO TUDO EM SEU IPHONE

Embora clássica, há muitas incertezas sobre a história, como a veracidade dos personagens e dos locais onde a trama se passa. O fotógrafo italiano Stefano de Luigi decidiu seguir uma provável rota numa viagem que durou três meses, de março a maio de 2012. O resultado foi um conjunto de fotos e vídeos que acabaram expostos em diferentes cidades na Europa.

Há várias teorias sobre o itinerário de Odisseu de Tróia em direção à ilha de Ítaca. O fotógrafo escolheu o caminho narrado pelo helenista Victor Berard em seu livro Dans le sillage d’Ulysse, de 1933. iDyssey (uma adaptação do nome da obra em inglês, Odyssey) segue parte do itinerário aceito como o mais comum da Odisseia, com paradas na Turquia, Tunísia, Itália e Grécia.

De Luigi passou por Troia — hoje um sítio arqueológico localizado em território turco –, Ismaros, Djerba, Posillipo, Stromboli, Montanha de Circeo, Cuma, Palinurp, Scilla and Cariddi, Trapani e Ilha Mothia, Corfu e Ítaca. Segundo ele, Grécia e Itália são os que mais guardam lugares que fazem referência à história de Homero.

O italiano chegou a alguns lugares em momentos especiais, como a Grécia em crise e na Tunísia, onde viu o país dar o primeiro passo para a Primavera Árabe.

“O conto de Homero representa uma metáfora do homem no mundo. Foi incrível encontrar modernidade em um épico tão antigo e perceber o quanto as aventuras, o misticismo, os grandes personagens e as pessoas que Ulisses conheceu durante sua viagem têm enormes pontos de contato hoje”, diz o fotógrafo.

O objetivo do projeto era contrapor passado e presente, descrever o que resta de um mundo épico e mostrar as mudanças do Mediterrâneo, berço da cultura ocidental, ao longo do tempo. “O primeiro romance épico de nossa história (ocidental) transmitido através do meio de comunicação mais contemporâneo; o iPhone é capaz de combinar melhor os acontecimentos de hoje com os contos de um tempo antigo”.

Perguntamos a ele quais livros combinam com essa viagem. Além de Odisseia, o fotógrafo sugere duas obras ainda sem tradução por aqui: Deplacements, de Claudio Magris (o autor italiano tem vários livros publicados no Brasil, um deles é Danúbio, sobre uma viagem através da Europa Central no início da década de 1980) e Le Périple d’Ulysse (ou As aventuras de Ulisses) de Jean Cuisinier.

A viagem não resultou apenas em fotos. O projeto rendeu um livro-catálogo e um vídeo que mescla as fotos feitas por De Luigi com leituras de trechos de A Odisseia, produzido em parceria com a The New Yorker.

iDyssey from Stefano De Luigi on Vimeo.

Abaixo você vê algumas das fotos que De Luigi fez pelo caminho:

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[button url=http://google.http://www.stefanodeluigi.com/index.php?/projects/idyssey/ icon=gallery]Para ver mais fotos, acesse o site do fotógrafo[/button]


PARA LER

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  • A Odisseia, Homero (várias editoras)
  • A Ilíada, Homero (várias editoras)

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