por Maria Fernanda Moraes

[Pra quem não viu a primeira, é só clicar aqui]

  • Caderno afegão, Alexandra Lucas Coelho (Ed. Tinta Negra)

caderno_afegaoEste é apenas um dos muitos livros de viagem da jornalista portuguesa Alexandra Lucas Coelho.

Ela foi editora do caderno cultural do jornal português Público e como correspondente viajou para diferentes países e publicou suas experiências e impressões em uma série de diários de viagem: Oriente próximo (2007), Viva México (2010), Tahrir, os dias da revolução (Língua Geral, 2010), Caderno afegão (Tinta Negra, 2012), e Vai, Brasil (2013).

 

 


  • Israel em Abril, Érico Veríssimo (Ed. Companhia das Letras)

Israel-em-Abril-10EdO livro traz o relato de uma viagem feita à Israel em 1969 pelo escritor. Em companhia de sua esposa Mafalda, Veríssimo relata sua passagem pelo novo Estado sionista.

Com seu olhar apurado, levanta questões acerca do futuro de uma cultura que se torna uma civilização.

 

 

 

 


  • De cabeça para baixo, Fernando Sabino (Ed. Record)

 

DE_CABECA_PRA_BAIXOAqui estão reunidos relatos dos mais de trinta anos de viagens do escritor, todos sob a ótica bem-humorada de Sabino, um dos maiores contistas brasileiros, que nos deixou em 2004.

Algumas crônicas são bem datadas, de um tempo em que se viajava bastante de navio e que a Europa ainda era um continente a ser desbravado. O livro foi publicado em 1989 e infelizmente está fora de catálogo hoje em dia, mas dá para achar em sebos.

 

 


  • Queria ter ficado mais, várias autoras (Editora Lote 42)

 

queria-ter-ficado-mais-um-livro-com-historias-de-viagens-assinado-por-12-autoras-como-a-jornalista-cecilia-arbolave-da-lote-42-e-a-escritora-clara-averbuck-foi-o-nono-titulo-lancado-1429042808395_956x500É uma coletânea narrada em forma de carta: são 12 histórias contadas por 12 escritoras em diferentes cidades do mundo – desde a nossa vizinha Buenos Aires à longínqua Tóquio. Com textos autorais, são uma espécie de trechos de viagens que vêm dentro de envelopes, como cartas enviadas de diversos pontos do globo para o leitor.

Destaque para as ilustrações primorosas e para o trabalho gráfico. Escrevem as cartas: Barbara Heckler, Bruna Tiussu, Cecília Araújo, Cecilia Arbolave, Clara Averbuck, Clara Vanali, Florencia Escudeiro, Isis Gabriel, Ligia Braslauskas, Livia Aguiar, Luciana Breda e Olivia Fraga.

 


  • Pé na estrada [On the road], de Jack Kerouac (Ed. L&PM) – indicação do leitor Roberto Alencar

on_the_roadTalvez um dos livros mais clássicos quando se pensa em literatura de viagem, né? O livro narra a travessia de carro de dois amigos da costa leste para a costa oeste dos Estados Unidos.

Sal Paradise é o narrador, que vive com sua tia em Nova Jersey, Estados Unidos, enquanto tenta escrever um livro. Em Nova Iorque, conhece um andarilho de Denver de personalidade magnética chamado Dean Moriarty.

Dean é cinco anos mais novo que Sal, mas compartilha o seu amor por literatura e jazz e a ânsia de correr o mundo. Viram amigos e, juntos, fazem a viagem, deparando-se com os mais variados tipos de pessoas, numa jornada que é tanto uma viagem pelo interior de um país pela Rota 66 quanto uma viagem de autoconhecimento – de uma geração assim como dos personagens.

 


  • Doze contos Peregrinos, de Gabriel Garcia Marques (Ed. Record)

doze_contosPublicado em 1992 e reeditado em 2013, o livro traz histórias de latino-americanos na Europa, peregrinos solitários que não deixam de sonhar com a terra natal. São personagens que Gabo conheceu em suas viagens pela Europa.

Os contos foram escritos e reescritos em períodos diferentes e ficaram guardados por muito tempo em cadernos esquecidos (fato que é explicado no Prólogo). O pano de fundo das narrativas traz retratos de Barcelona, Genebra, Roma e Paris.

 

 

 


  • O Turista Aprendiz, de Mário de Andrade (IEB/IPHAN)

 

o-turistaaprendizEste livro foi relançado em 2015, depois de mais de 30 anos fora de catálogo. É um dos relatos de viagem mais importantes da literatura brasileira.

Em formato de diário, narras duas viagens de Mário de Andrade: uma para a Amazônia e outra para o Nordeste. O livro foi organizado em 1976 por Telê Ancona Lopes, pesquisadora da USP e uma das maiores especialistas na obra do escritor.

A primeira viagem (em agosto de 1927) rendeu o material que depois foi parar em “Macunaíma”. A segunda, com caráter mais etnográfico, feita entre novembro de 1928 e fevereiro de 1929, é um registro da cultura popular no período.

 


  • Havana, de Airton Ortiz (Ed. Record)

 

Capa Havana_CR:Layout 1Aliando observações pessoais a fatos históricos, Ortiz tem a intenção de fazer com que o leitor se sinta como um morador de Havana e não como turista.

Personagens da cidade, de músicos a varredoras anônimas, se misturam a personalidades como Che Guevara, Ernest Hemingway e Ava Gardner. As crônicas contam episódios importantes da história do país, trazem mini-perfis de personalidades cubanas e até de lugares de Havana e pessoas famosas que os frequentaram.

O autor também tem outros títulos sobre viagens à a Amazônia, Kilimanjaro, o Alasca, a Índia, o Everest e o Tibete. É explorador e praticante de esportes radicais. Para saber mais: www.airtonortiz.com.br

 


  • Jornada sem mapas, de Graham Greene (Ed. Minerva ) – indicação da leitora Telma Montes McGeoch

 

jornada-sem-mapasO livro foi escrito em 1940 e conta sobre a viagem do escritor para a África. O título refere-se ao fato de que na época da viagem não havia mapas do interior da Libéria; um mapa do governo dos Estados Unidos continha apenas um espaço em branco e a palavra “canibais”.

Greene foi jornalista e escritor e também tem outro título conhecido, Nosso Homem em Havana. Esta é uma edição portuguesa e pode ser encontrada em sebos no Brasil.

 

 

 


  • Sob o sol da Toscana, de Frances Mayes (Ed. L&PM)

 

livroTalvez você já conheça essa história porque ela foi adaptada para o cinema e o filme ficou bem famoso. Mas o fato é que ele é baseado no livro de Frances Mayes, uma exímia narradora de viagens e amante da gastronomia, que nos apresenta o incrível mundo que descobriu quando comprou e reformou uma casa de campo abandonada no interior da Toscana.

O livro  faz com que o leitor acompanhe a narrativa à medida que a personagem vai descobrindo a beleza e a simplicidade da vida na Itália. Seguindo a tradição de turistas famosos em visita à Toscana, ela refaz passeios de D.H. Lawrence e Henry James, e consulta o poeta Virgílio.

Tão talentosa na cozinha quanto ao escrever sobre vinhos e culinária, Mayes também cria dezenas de deliciosas receitas sazonais, todas elas incluídas no livro.

 


BÔNUS:

  • Em Trânsito: Um Ensaio Sobre Narrativas de Viagem, de Renato Modernell (Editora Mackenzie)

em-transito-um-ensaio-sobre-narrativas-de-viagem-colecao-academack-687163_L4Para quem curte um pouco de teoria e quer se aprofundar mais sobre a técnica narrativa de viagem, esse livro é ideal.

Ele discute, especialmente, as obras de três autores: Tiziano Terzani, Nick Tosches e Antonio Tabucchi. Quem sabe você não se inspira a escrever a sua própria narrativa?

 

 

 

 


Calma, calma que ainda teremos a parte 3 em breve 😀